Translate

quinta-feira, 23 de julho de 2009

conservada pelo crómio


    Numa noite, no local de trabalho, quando ao passar pelo espaço de convívio e lazer, ouvi, pelo facto de falarem bastante alto, duas idosas a tecerem comentários sobra a morte e sobre os conhecidos que já tinham morrido, era um rol infindável, falando inclusive da sua própria morte, faziam planos para o último acontecimento da suas vidas, o que naturalmente não iria tardar, devido ao facto de ambas serem muito idosas. Às tantas uma diz que quer ser enterrada na sua terra natal, voltar para o seu cantinho, que era bastante longe, para junto dos seus que lá deixou. A outro escandalizada, diz que enterrada nem pensar, muito decidida e convicta, diz que quer ser cromada, cromada é a melhor solução, acaba-se tudo, já tinha dito à família e obrigou-a a jurar que lhe faziam a última vontade. Rindo interiormente, afastei-me com discrição, então não querem lá ver, a velhota queria ser cromada, para quem afirmava que com a cromagem acabava-se tudo afinal planeava ficar inoxidável e resistente à corrosão. Que grande cromo.

terça-feira, 21 de julho de 2009

A Voz do Coração


Quando procurava um nome que me identificasse no blog, estava longe de saber que o que escolhi me identificava, se não na totalidade, pelo menos aproximadamente. Foi uma escolha transcendente, feita não só pelo conhecimento, pela razão, mas principalmente foi uma escolha da emoção, do coração e essas são as mais poderosas "razões" que contam nas escolhas que faço na vida, por vezes, falando com lógica, erro, mas enfim, "o coração tem razões que a própria Razão desconhece".
Escolhi "flor de lótus" por diversos motivos: bela, feminina, e resistente, (a flor), eu! bela? Feminina? Isso sou sem dúvida, muito feminina! Resistente? Sim! A vida não me tem poupado, mas resisto.
Entretanto como a curiosidade foi espicaçada, quis aprofundar o conhecimento, pesquisei e surpreendentemente soube que é uma planta simbólica: "Nalini" nome sânscrito para flor de lótus, simboliza no hinduísmo a espiritualidade, identifica-se com o chakra coronário, simboliza a pureza, que pode emergir das mais difíceis e obscuras circunstâncias; a riqueza e a abundância; a serenidade.
Também procuro alcançar esses valores, quando o faço implica procurar o verdadeiro significado, ou seja quando se faz referência à pureza é a pureza de espírito e também do corpo (o corpo é um templo), a riqueza e abundância, serão de bons valores e a serenidade, aquela que permite aceitar os confrontos, a adversidade, e os maus momentos.
Deixarei aos outros os juízos de valor, pois ainda estou no "caminho", esforçando-me para, sem pretender ser "Iluminada", ser um ser que faça da harmonia e da paz as suas "mais valias" e as possa levar aos outros.

Falar de mim

Sou mulher de paixões, sem a paixão para me motivar, incentivar e levar-me a agir, tudo o que faço perde o encanto e passa a ser uma rotina monótona, tediosa, estupidificante, condicionante. Isto para dizer que outra das minhas paixões é a escrita, escrever é um refugio, mais concretamente uma terapia, a "scriptaterapia", a que recorro para me "curar", quando escrevo liberto-me e deixo fluir tudo o que me vai na alma.

Retrocedendo no tempo, sempre usei a escrita como forma de comunicar, deste modo torna-se mais fácil dar-me a conhecer, pessoalmente sou reservada, até um pouco tímida, para usar o dom da oralidade, embora goste muito de conversar num círculo muito, mas mesmo muito, restrito. Falar de mim não é fácil, tenho tendência a guardar, a manter no "segredo dos deuses", quem sou realmente, dou poucas oportunidades de penetrarem nesse secretismo e são raríssimos aqueles a quem permito.

Escrevi diários, tudo ali era "despejado", sempre que terminava uma página inconscientemente selecionava o que escrevia; o que me magoava, feria, injustiçava, todo o negativismo que me assombrava, deixava no papel, ficavam ali como "lixo", para eventualmente ser "reciclado", isto é, para me servirem de lição quando confrontada com as mesmas adversidades. O oposto, tudo o que de bom a vida me proporcionava, alegria, amor, amizade, e aqui tenho dificuldade de diferenciar a amizade do amor, pois não deixa de ser uma forma de amar, amo os meus amigos, "abençoados os que amam", todos esses valores guardo-os no coração e na mente de forma a que possa recorrer quando fraquejo, quando hesito, quando perco o rumo.

Depois, como tenho uma imaginação fértil, ousei arriscar a ir mais longe, expressando-a na prosa (conto) e na poesia, embora os guarde religiosamente, ainda é pouca a coragem, a ousadia para os trazer para a "luz do dia", estou a fazer omissões, afinal através deste meio, é impressionaste como sou monopolizada por ele, já me iniciei com alguns textos e poemas, partilhando, outra palavra linda, e desvendando um pouco de mim.

domingo, 12 de julho de 2009

Valores

Gosto do silêncio! Aquele silêncio imprescindível para poder viajar em mim, é um modo de viajar a que recorro amiúde para me encontrar e levar-me à descoberta de mim mesma. Sempre que deixo o silêncio em mim morar, até há uma frase linda: "Deixa o silêncio em ti morar e saberás que Deus está contigo", que exprime toda a profundidade da palavra, surpreendo-me com o que descubro, afinal tudo começa em nós! Como diz Pitágoras: " O Silêncio é a primeira pedra do templo da sabedoria".


Em silêncio vamos pacientemente colocando "pedras", para construir "degraus" que nos levam em busca da perfeição, que deveria ser o objectivo final do ser humano. Os "degraus" que obrigatoriamente temos de construir e subir, alguns com esforço extremo, sempre a tentar, as melhores vitórias são as que se alcançam depois de uma boa luta, são: amor, paz, perdão e alegria, muitos mais "degraus" há, mas para mim estes são fundamentais, sem eles fico sem apoio na ascensão pretendida.


O amor não poderá ter medidas, como diz Santo Agostinho: "A medida do amor é amar sem medida", com ele construímos o maior e mais sólido degrau, que será a base e estabilizará todos os outros. Depois colocamos outras "pedras" para construir o "degrau" da paz, e aqui : "Estar em paz consigo mesmo, é o meio mais seguro para estar em paz com os outros", Frei Luís de León.


Mais outro dificílimo, as pedras aqui têm arestas cortantes, aguçadas, custam a carregar, ferem-nos deliberadamente, torna-se necessário trabalhar essas "pedras" para com elas construir o "degrau" do perdão, "Que é uma palavra insignificante mas contém dentro as sementes do milagre", Alejandro Casona. É realmente milagre, posso testemunhar o quanto perdoar nos permite deixar de sofrer no corpo e na alma, pois o rancor, o ressentimento, a raiva, etc., são venenos altamente corrosivos e só nos afectam a nós.


Não esquecemos de construir o "degrau" da alegria, sem ela torna-se mais difícil avançar, fazendo uso dela a caminhada torna-se mais leve, mais destemida, e encoraja-nos a ir mais além, citando Martinho Lutero; "O riso é a minha espada e a alegria o meu escudo".


Alcançar a perfeição parece aparente e supostamente um objectivo fracassado, mas partindo do principio que somos imperfeitos, mal de quem se julgue perfeito, que importa se nunca a alcançaremos, o verdadeiro mérito está no sacrifício, na coragem, na perseverança, no esforço diário de percorrer o caminho, ainda que possamos tropeçar, cair e até por vezes regredir, colocando bem os "pés" nos "degraus", ou seja fazer uso deles, pois não se desgastam, têm validade eterna, são biológicos e podem ser usados por toda a espécie e variedade humana.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Democracia e Secretismo


O Dr Osvald Le Winter transmite ao mundo "uma enorme quantidade de informações provocadoras". Estou a fazer uso das suas palavras, no livro que aponta o sistema político mais popular do mundo, a Democracia, como sendo um sistema de antíteses.
O autor faz referência mais precisamente à democracia "à americana", devido ao facto de, se garante determinados princípios, também oculta muitas medidas e decisões ao seu povo, e nem a pretensa nobreza de se impor ao resto do mundo, àquele que realmente lhe interessa, a deixa isenta de culpas. Faz perguntas incómodas: Quem lucrou com o pânico do antahrax? Por que razão são os EUA o maior supermercado do mundo de armas biológicas? Quem lucra com o assassinato dos Direitos Civis no Ocidente? Como funciona e o que faz o tribunal mais secreto da América? Como actua a arma mais secreta da América, DEW - Arma de Energia Direccionada? Qual o interesse real da guerra da América com o Islão? Como e porquê os média foram manipulados na guerra contra o Afeganistão? Como o secretismo está a minar os pilares da democracia? E tantas outra que nos fazem reflectir sobre essa dita "democracia".
Todos sabemos que sendo a democracia um sistema idealizado pelo Homem não é de modo nenhum perfeito, mas de todos os que conhecemos é o que mais se aproxima, e neste livro os EUA são desmascarados, não são tão democratas, como apregoam, e estão longe dos ideais que fundamentam a Democracia, embora nas suas raízes a escravatura fosse "aceitável", actualmente é vergonhosa e ultrajante, ora os EUA pretendem "escravizar" o mundo com as suas mentiras, manipulações e atentados.
Devido a uma alegada fraude numa operação conjunta da CIA, FBI, e M-6 o autor é julgado e condenado a quatro anos de prisão. Após a libertação exila-se em Portugal e tem a coragem e a ousadia de fazer perguntas, denunciar e dar respostas, que por sua vez nos leva a fazer as nossas próprias perguntas: Porquê e para quê? Quem sairá vencedor?





Voltando a citar o autor: " A liberdade depende do conhecimento. O secretismo é inimigo do conhecimento e, portanto, o inimigo da liberdade".



Outro político descreve na perfeição o que é a política :
"A política é a segunda profissão mais velha do mundo, e já me apercebi que é muito semelhante à primeira"
Ronald Reagan Ex presidente dos EUA