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sábado, 13 de novembro de 2021




  Todos os momentos que tinha disponíveis foram aproveitados para ler estas obras, que não são fáceis de ler, não pelo facto de ser uma escrita complexa e muito erudita mas porque todo o conteúdo das obras faz-nos imaginar, e quase sentir, o sofrimento e horror vividos nos campos de concentração pelos que para ali eram conduzidos. O primeiro baseia-se na história verdadeira de Lale Sokolov, o tatuador, o segundo conta-nos a história de Cilka  por quem Lale Sokolov se apaixonou quando a tatuava com o nº. de prisioneira em Auschwitz - Birkenau. Duas obras de homenagem à coragem e  à resiliência.

domingo, 7 de novembro de 2021


A história de vida de José Pedro Celestino Velho e dos seus descendentes tanto notáveis como desconhecidos no Império Russo-Soviético. Dá-nos a conhecer o cruzamento entre povos nas suas relações comerciais, militares, na religião, na política e nos usos e costumes. José Pedro Celestino Velho era do Porto e foi nomeado cônsul -geral da Nação em São Petersburgo capital do Reino da Moscóvia (como na época era conhecida a Rússia) no século 18, aí se fixa com a família e dedica-se à comercialização do vinho do Porto, muito apreciado pelos russos. É uma história fascinante, que merece ser lida por quem aprecia as obras de José Milhazes, o grande especialista português sobre a Rússia.
A história de José Pedro Celestino Velho e dos seus descendentes dá razão a uma das afirmações de Fernando Pessoa: "O povo português é, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre tudo".