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domingo, 31 de julho de 2011

Vamos à festa!

Desde que iniciei este blog nunca fiz qualquer alusão ao local que me viu nascer, (à vila, capital do concelho, na verdade até nasci numa azenha, mas isso é outra história) mas hoje, por questão de vaidade, vou divulgá-lo, aproveitando para passar um pouco de publicidade.


A partir do dia 6 até dia 18 vão decorrer nesta vila as festas em honra da Sª. do Castelo. Deixo o cartaz que publicita o evento.



Como vêm é Coruche, uma vila ribatejana, terra de touros, cavalos e campinos, e também touradas que eu abomino, exceto a pega onde os forcados e o animal se enfrentam sem recurso a outras artes se não as suas próprias forças. Há bastantes anos que lá não vou, às festas, este ano até gostava de lá ir! Logo se vê, cada vez mais vou deixando de fazer planos, o melhor é decidir e partir na hora, assim não há frustrações.


domingo, 24 de julho de 2011

Por-me a andar

Estou a precisar com urgência de partir, partir para qualquer lugar, para qualquer destino, não importa qual. Por vezes esta terra onde vivo, que é linda, torna-se limitada tanto geográfica como cultural. Sonho a dormir, sonho acordada com diferentes destinos, se for possível, talvez possivelmente não seja, pois a "Troika" e companhia condicionam imenso esses projetos, mas logo se vê, queria ir por aí sem destino, sem nada organizado, ir à aventura, à descoberta, ir longe ou mais perto, o que importa é partir.
Para o estrangeiro está fora de questão, os euros estão mesmo curtos, mas viajar cá dentro é uma opção perfeitamente razoável, tenho que poupar para me por a andar. Ando com saudades da costa vicentina, ir "nas calmas" ao longo dessa costa maravilhosa, dar uma "escapadinha" em cada praia, almoçar em qualquer tasca que se encontram no caminho.
Dar um "pulo" a Sagres, que é um local deslumbrante que me impressiona pela beleza, pela energia que ali se sente intensamente, pode-se dizer, sem exagero, que é um local mágico.
No cabo de S. Vicente gosto de ficar a maravilhar-me com o mar que ali se mostra com toda a sua força, beleza, atracção e sedução.
Depois continuar a viagem ao longo da costa algarvia, matar saudades das praias que se foram da memória apagando.
No regresso fazer a opção, pela serra de Monchique ou pelo Alentejo interior, tanto faz, ambos os percurso são dignos de serem feitos, se pela serra aproveita-se todo aquele verde que faz tão bem, toda a sensação de paz e bem-estar que usufruímos ao longo da sua subida, se pelo Alentejo interior confrontar-nos com a solidão, o silêncio, os imensos espaços vazios de vida (humana) que permitem a nós próprios interiorizar-nos, sem permitir que a tristeza que aí se sente penetre em nós.
Cheguei ao fim da imaginária viagem, mas acreditem ou eu não me chame........se esta viagem não se tornará real. E mais vos digo, será muito brevemente. Desejem-me sorte ok!

"Sê dono apenas do que podes transportar contigo; Conhece línguas, conhece países, conhece pessoas. Deixa que a tua memória seja o teu saco de viagem"


Alexander Soljenitsyn, escritor russo (1918-2008)

sábado, 23 de julho de 2011

Caminhar é estar no caminho

Se pudesse hoje pela tardinha queria caminhar sem rumo, ir à toa para qualquer lugar. Calcorrear uma estrada desconhecida, que talvez me levasse à descoberta desse lugar qualquer onde talvez pudesse chegar. Caminhar só pelo prazer de caminhar sem horário de partida nem de chegada.


Colher as negras amoras as vermelhas framboesas, delícias silvestres para saciar a fome, saciar a sede na água fresca das fontes, e quando o cansaço se fizesse sentir sentar-me nas pedras, adormecer e esquecer-me do tempo. Deixar nesse caminho os pesados fardos que por vezes coloco aos ombros, numa tentativa árdua de alcançar vitórias vãs, que me enchem de nada ficando vazia de tudo. Não me interessa onde me leva o caminho, nem o tempo que preciso para lá chegar, e se não chegar não tem importância, se o prazer da viagem está mesmo na viagem, vou seguir o meu caminho.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

VANGELIS

Hoje deu-me para ouvir um compositor da minha eleição, tenho imensa admiração e apreço pelas suas obras.
As suas músicas são repletas de paixão quase contagiosa, senão mesmo contagiosa, algumas delas fazem apelo ao meu lado aventureiro de tal modo que sou capaz de ouvi-las durante horas e deixar a imaginação libertar-se.

terça-feira, 19 de julho de 2011

A senhora que não sabe geografia

A senhora Angela Merkel quando se refere aos europeus não inclui neles o povo alemão, pois diz: " o povo alemão e os europeus...". Porque será? Pensará também ela que são uma "raça superior"?

Isto faz pensar, ou não?

Os europeus deveriam exigir-lhe que justificasse esta frase, principalmente os povos mediterrâneos, pelos quais não parece mostrar muito apreço, ou será melhor dizer que demonstra um certo desprezo? No mapa da Europa a Alemanha está lá bem visível, é caso para dizer: A senhora não aprendeu as lições do Básico I ou não se considera europeia.

domingo, 17 de julho de 2011

Carpe Diem

Pararam os ponteiros no relógio.
No calendário a folha não mudou.
Eternizamos o instante.
Que foi meu
que foi teu
que foi nosso.
O que houve não haverá jamais.
O que foi e já não será.
Tudo deixou de existir.
Nada mais existirá.
Apenas os dois num tempo inventado, que foi real.
Onde nos encontramos
onde nos descobrimos
onde nos perdemos.
Deixamos o silêncio, densa névoa, encobrir
o que foi o presente mais que perfeito
feito por nós, que sentimos em nós, e ficará em nós.




Mais um poema que jaz no caderno esquecido

domingo, 10 de julho de 2011

Literatura Japonesa




Terminei de ler "O Elefante Evapora-se" do escritor japonês Haruki Murakami.


Trata-se de uma série de histórias surreais, bizarras e divertidas.



Desconhecia as obras deste escritor, e ainda só li mesmo esta, mas como gostei vou providenciar outras leituras das suas obras recorrendo à biblioteca municipal, de onde esta é oriunda, e com toda a certeza irão proporcionar-me outros momentos agradáveis. Uma delas irá ser "A Rapariga Que Inventou Um Sonho", onde, segundo a opinião dos críticos, estão reunidos os melhores vinte e quatro contos.