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sexta-feira, 6 de julho de 2018

Retorno ao meu mundo

Tem sido difícil arranjar tempo para ler, tantas solicitações, tantas ocupações, e tanta perda de tempo.
Ultimamente dou por mim a retroceder no processo que impôs a mim mesma, criar distanciamento de certas pessoas, queria distanciamento físico mas isso não é possível, que estão a tentar sugar as minhas energias para se alimentarem. Toda a semana surgiram conflitos fazendo de mim mediadora, 
tento ser justa, tento ver ambos os lados da questão mas torna-se impossível alguém sai sempre magoado, isto de agradar aos gregos e aos troianos deixa-nos de rastos, tentar ser neutra, não me envolver ainda é pior, é porque eu sou insensível, indiferente, não me preocupo com os outros, como se eu tivesse o dom de acalmar tempestades. Vem um e diz que o outro o magoou, vem o outro e vice-versa, tento falar com a máxima cautela, não vá ferir susceptibilidades, e ainda sou acusada de não tomar partido, de não acusar frontalmente qualquer um. Não quero ser juíza de ninguém porque cada um tem as suas razões, cada um fala da justiça a que tem direito, quem sou eu para julgar. Isto tudo, alonguei-me no texto, para dizer que assim que tenho um pouco de tempo para mim mergulho nos livros, retorno ao meu mundo,  ao mundo mágico das letras e aí acalmo as tempestades que deixam em mim. Os últimos são estes dois, magníficos.




"Não é a força da gravidade que mantém o universo em equilíbrio, mas a força da atracção do amor." 
Um dos romances mais pessoais da autora cujo tema é bastante actual: A realidade da migração.



Este é o primeiro livro que li do escritor Cabo Verdiano. Ironicamente comecei pelo último publicado em Portugal, foi retirado arbitrariamente da prateleira da estante da biblioteca, não conhecia o autor mas depois de lido conclui que é um belíssimo romance, o que é um incentivo para ler as restantes obras. 

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Fim da viagem

E para finalizar mais umas fotos . informe que as crónicas não estão por ordem, primeiro atracamos em Livorno e só depois Villefranche, o computador decidiu, e eu para não ter trabalho a repor tudo deixei exactamente como estava, ele, o computador, lá tem as suas razões.











Crónica da viagem VI

E navegando, chegamos a Sète, comuna francesa, situada na região da Occitânia. Graças a Luís XIV, o Rei Sol que escolheu o cabo Sète para ligar o Canal do Midi ao mar, inaugurado em 29 de junho de 1666, afirmou a sua orientação marítima. È uma cidade linda, com canais onde se disfruta belos passeios pelas avenidas que lhes servem de margens. Vi muito pouco, não passei da marginal.

O barco de cruzeiro fica atracado num terminal e uma rede de autocarros levam-nos e trazem-nos do porto para a cidade e vice-versa. os meus acompanhantes não quiseram sair da zona comercial, para eles andar é um grande frete, eu sou o oposto, a que queria comprar prendas para a neta continuava a insistir nisso. ainda os desafiei a caminharmos ao longo de alguns canais mas ninguém quis, lá se instalou outra frustração, e mais agravada devido ao companheiro não mostrar o mínimo interesse, só pensava em almoçar. Depois do almoço convidei -os a voltar à cidade, se não fossem ia eu, mas a chuva decidiu dar ares da sua graça, não eram salpicos era mesmo chuva intensa, portanto o melhor era ficar a bordo a beber caipirinhas, gins tónicos, cervejas e outra especialidades, era o que mais gostavam. dois deles regressaram com o fígado em "vinha d'alhos".

Cada um escolhe o que lhe dá mais prazer, eu é que fico sempre "a ver navios", estava em minoria. Se voltar a fazer outra viagem destas faço um ultimato ao companheiro: Os dois, sempre ouvi dizer que um é pouco, dois são bons e três são de mais, ora eramos seis, não resulta, ou não vou ou vai ele com as suas amizades. No único canal que vimos só lhes interessava ver os barco de pescas, "pexitos limitados" e maldizentes.










Crónica da viagem IV

Continuando a navegar chegamos ao porto de Livorno, cidade localizada no centro de Itália, é capital da província de Leghorn, na Toscana. É uma cidade muito industrializada, principalmente na construção naval, seguida pela metálico-mecânica (ferro, aço, cobre e alumínio), refinarias de petróleo, vidro e industria química . É também um porto comercial, tem ruas que são autênticos centros comerciais, tem todas as lojas conhecidas no mundo inteiro mais as do comércio local e ainda feirantes em plena rua e roulottes com comida e bebida. Algumas igrejas e praças lindas, canais e a "Fortezza Vecchia" ou em português Forte Velho. Daqui partem as excursões do cruzeiro para as cidades de Florença e Piza, não fui😪 







domingo, 17 de junho de 2018

Crónica da viagem V






E numa manhã radiosa com um sol brilhante e quente, num mar azul e calmo fundeamos na baía de Villefranche, em território francês, na Costa Azul. Tem uma paisagem, uma visão panorâmica que é fonte de inspiração para diversos artistas. É também a porta de entrada, por mar, para Nice, Cannes e Principado do Mónaco, daqui partem as excursões dos cruzeiros para estas cidades. Não fui a nenhuma. Quando digo fundeamos quero dizer que não atracamos em nenhum porto porque ainda não há nenhum de dimensões próprias para os cruzeiros, porque a baía não tem profundidade suficiente ou porque é uma forma de preservar a beleza que nos é oferecida ao chegar, não sei mesmo, uns barcos pequenos de passageiros fazem o transbordo entre os barcos de cruzeiro e o porto. Visitei a Cidadela construída no ano de 1557, a "Rue Obscure", caminho de ronda defensivo que oferecia protecção contra os piratas desde a Idade Média. É uma vila de pescadores portanto não é difícil de perceber o porquê dos "pexitos", os que iam comigo claro, andarem por ali a ver os barcos de pesca. Na cidadela visitei alguns museus: Museu Volti, Museu Goetz-Boumeester. Demos uma volta pelo mercado, bastante agradável pelos produtos expostos, chamariz para o olfacto e para o paladar e os "pexitos" a dar voltas às bancas do peixe, a ver e a fazer comentários, se fossem ditos em francês estavam "lixados".








Crónica da viagem III

No terceiro dia aportamos a Civitavechia, cidade fundada pelo imperador Trajano no ano 108DC, sobre o antigo assentamento Etrusco.

Continua, através dos séculos, a ser a porta de entrada, por mar, para Roma. Muito pouco, praticamente nada, vi desta cidade, do que vi, a caminho de Roma, na viagem de táxi, deduzi que seria uma cidade que merecia uma visita demorada mas o tempo era cronometrado dai ser impossível fazer essa visita.

Seguimos para Roma, e aí começaram as decepções, Eramos três casais que planeávamos esta viagem já há algum tempo e o que inicialmente parecia ser divertido para mim foi a mais frustrante parte da viagem. Aconselho, e eu sei bem disto, a não fazerem viagens com pessoas que tenham gosto antagónicos aos nossos, abro aqui um parêntesis para dizer que já tinha tido suspeitas quando em Pompeia gastaram o dinheiro no táxi, no ingresso e não passaram da entrada, porque tinham de andar muito, porque não gostavam de ver ruinas, nas palavras deles coisas velhas. São amigos do meu companheiro que os convidou a viajarem connosco, pouco me identifico com eles, deliguei e corri a cidade e mais ainda se fosse possível.

Em Civitavechia propus que ficassem no barco, usufruíam de tudo o que a bordo lhes era oferecido e tinham-me poupado a uma grande frustração e irritação, quiseram ir, alugamos um táxi que nos levou a Roma fazendo paragens nos locais mais emblemáticos da cidade. A primeira "birra" que fizeram foi na praça de S. Pedro, para eles foi chegar, tirar uma foto e regressarem ao táxi, estava tudo visto e para minha grande desilusão o companheiro que até aí parecia interessado em partilhar comigo estas visitas, aliou-se a eles e voltamos para o táxi que nos levou a outra paragens, faço referência ao comportamento destes amigos, como não sabem italiano, e eu também não, mas esforço-me para perceber, o que não é tão difícil assim, e o taxista não sabe português criou-se uma antipatia mútua, o senhor ia passando pelos belíssimos edifícios que fazem a história de Roma sem se dignar dar uma informação, eu sabia o que eram e o que representavam devido ao estudo da História Universal e pelo profundo gosto que tenho por ela. Seguiu-se o Coliseu, aí consegui demarcar-me deles e, apesar de não entrar, apreciar a obra assim como o Arco de Trajano e o de Constantino, eles ficaram a comprar souvenires. Depois deixou-nos na praça Navona, deu-nos uma mapa de Roma e indicou o que poderíamos ver a partir desta praça. A principal, a mais urgente prioridade deles era comerem, logo no início da praça entramos num restaurante, e falando com franqueza era muito bom fomos muito bem servidos com amabilidade mas não é necessário estar duas horas sentados para almoçar com tanta coisa para ver. Quiseram lá saber, uma das mulheres do grupo só queria comprar prendas para a neta, pediu informação à empregado do restaurante, e por acaso uma empregada que trabalhava na cozinha falava português e indicou-lhe uma loja. Só que estupidamente em vez de virar à direita, onde se situaria a loja, vira à esquerda, para o local onde o táxi nos aguardava, e eu ainda chamo à atenção que era para a direita que nos levava ao centro da praça e dai até aos outros locais, como o Panteão, a Fonte de Trevi, a Praça de Espanha com a sua escadaria mas continuaram a andar fazendo de conta que nada ouviam ou talvez não ouvissem, talvez para eles eu estivesse a falar italiano. Foi a partir desse momento que a desilusão em relação ao meu companheiro me afectou

 profundamente, ignorou os meus pedidos para irmos os dois optando por acompanhar os amigos, estivemos estupidamente a aguardar pelo taxista a ouvir a mulher sempre a dizer que ainda não tinha comprado nada para a neta. Portanto mais uma para o álbum. É mesmo para dizer que fui a Roma e não vi o Papa. Enquanto esperava pelo táxi fui caminhando ao longo da avenida e tive oportunidade de ver algumas pontes sobre o rio Tibre, algumas são lindíssimas.

Tenho de voltar a Roma, vou insistir até o companheiro ceder por exaustão, ah!ah!ah!.....











sábado, 16 de junho de 2018

Continuação da crónica anterior.

Seguimos para Nápoles, esta cidade deixou-me dividida, tem uma belíssima localização, entre os outeiros dos campos "Flégreos" e o Monte Vesúvio, foi um antigo assentamento grego. Aqui nasceu a famosa "pizza" e o esparguete. Visitei alguns monumentos como a catedral de São Genaro com a cripta do santo padroeiro e o castelo do Ovo, a fundação deste é baseada numa lenda, o Castelo Novo. De táxi percorremos a cidade,  o centro histórico de Nápoles é considerado pela UNESCO património mundial, pelas suas ruas, que provocaram em mim sentimentos contraditórios, poderia ser (é) uma bela cidade se não fosse ser sujíssima, muito lixo pelo chão, as cores dos edifícios totalmente gastas, desbotadas, vai ao cúmulo de urinarem na rua junto dos carros estacionados. Nas palavras do taxista, o Carlo, a cidade não é suja, sujas são as pessoas que não gostam de trabalhar. É célebre e tristemente conhecida pela cidade mafiosa.