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domingo, 24 de outubro de 2010

Fazendo uma triagem às minhas memórias materiais, descobri um conto que escrevi há uns anos.
Foi pedido aos pais das crianças que frequentavam o infantário (sala dos Peixes) que escrevessem um conto para ser contado às crianças que frequentavam a escola, e posteriormente às gerações vindouras que a frequentariam.


O pequeno jipe

Num quartel de bombeiros onde havia muitos carros, auto-tanques, jipes grandes e ambulâncias, havia um jipe pequenino, todo vermelho, com letras muito brancas. Estava sempre ali parado, muito quieto. Quase todos os dias era lavado e polido por um bombeiro, mas ele nunca saia dali, não entendia para que servia toda aquela atenção.

Todos os dias, era constantemente, todos os outros carros andavam num corrupio, entravam e saiam, sempre com pressa, umas vezes eram os auto-tanques e os jipes grandes cheios de bombeiros para apagarem os fogos, outra vezes eram as ambulâncias para levarem as pessoas aos hospitais.

O pequeno jipe não compreendia porque não saia ele também, quando via os outros saírem sentia-se muito triste, e dos seus olhos redondos, muito grandes e brilhantes, rolavam lágrimas.

Mas um dia, que ele sentiu ser especial, o coração dizia-lhe que sim, foi lavado e polido ainda com mais cuidado. Ficou tonto de alegria, apetecia-lhe sair dali em louca correria, mas conteve-se e esperou.

Reparou nos bombeiros com as fardas de gala muito engomadas, os galões muito brilhantes, a juntarem-se como se fossem desfilar, marchar. Era isso mesmo, o quartel fazia anos, estavam a festejar.

Chegou o comandante, muito elegante na sua farda de gala, e sabem para onde ele se dirigiu? Isso mesmo para o pequeno jipe, entrou também o motorista. Então a fanfarra e o corpo de bombeiros saíram para a rua para o povo ver, na frente todo inchado de orgulho o pequeno jipe abria o desfile.
Afinal não era um inútil como chegou a pensar, também tinha uma missão a cumprir, por sinal com muita vaidade.



O conto terminou, mas acrescentei uma mensagem para todas as crianças que frequentavam aquele espaço, inclusive o meu filho.

Também todos vocês, meninos e meninas da "Sala dos Peixes" terão um dia uma missão a cumprir, que a façam o melhor que vos for possível, tendo como alicerces os valores que vos começaram a transmitir nessa escola, e que funciona como a vossa segunda casa.
Um grande abraço envolvendo todos vocês, educadoras, auxiliares e dirigente. Um bem-haja. Muito obrigada.

 
Este conto foi inspirado quando exercia uma actividade profissional num quartel de bombeiros, tinha verdadeiros fascínio pelo movimento que ali se desenrolava. Trabalhava numa secretaria, mas secretamente desejava ser bombeira, infelizmente nunca fiz nada para que esse desejo se tornasse realidade.



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Também quero perder-me para me encontrar assim.


"Comer, Orar, Amar". Um belo filme, com todos os elementos necessários para: deliciar (comer), reflectir (orar), e perder a cabeça (amar)
Se quando vivo uma "crise existencial" pudesse partir, ir em busca de mim, como Liz Gilbert (Julia Roberts) fez, não deixaria para amanhã, era na hora. Não me importaria de partir para todos os locais onde esteve, viver, sentir, as mesmas emoções, só não preciso de procurar Deus no exterior, desde sempre Ele habita em mim, essa certeza é inabalável.


sábado, 16 de outubro de 2010

Exemplo real

Se nos crescesse o nariz cada vez que mentimos, era provável que houvesse uma quantidade incalculável de narizes a crescer. Creio que a humanidade seria composta por "pinóquios"!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Mais uma volta, mais uma viagem.

Um dia em Málaga.
Málaga-cidade da Andaluzia, é uma das cidades mais antigas do mundo, primeiro como colónia fenícia, Malaka, depois cidade romana denominada Malaca. Foi cidade bizantina, depois árabe, com o nome de Malaqah. Foi conquistada aos mouros pelos reis católicos, Fernando e Isabel de Espanha.


O porto visto da fortaleza militar "La Alcazaba" Esta fortaleza foi construída pelos mouros no séc. XI, sobre as ruínas de uma fortaleza romana.



A cidade vista da fortaleza "La Alcazaba".




A Catedral começou a ser construída em 1528, após Málaga ser capturada aos mouros, mas só foi terminada em 1782. Apresenta diversos estilos: gótico, renascentista, e torres de fachada barroca. Foi construída sobre as ruínas de uma mesquita, que foi destruída pelos conquistadores.

Málaga é a cidade natal de Pablo Ruiz Picasso. Está proposta para capital da cultura em 2016.





























































































































































sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A minha terra por opção

Não sou natural desta linda terra, mas sou cidadã assumida. Para que vejam as belezas e encantos desta terra, convido-vos a fazer uma "viagem", garanto que não ficam desapontados.
Basta clicar no endereço, e iniciem a "viagem".


http://www.visitsesimbra.pt/

Oportunidade! oportunidade sim, mas não tanta.

O nosso primeiro ministro, José Sócrates, em intervenções sobre o ensino público afirmou, numa deslocação ao Liceu Pedro Nunes, que o Estado deveria assegurar " a igualdade de oportunidades no acesso à educação" e "tem o dever de dar uma boa educação a todos". Perante estes comentários ficamos até com uma boa impressão do sujeito, mas isto é apenas "conversa fiada", para nos continuar a iludir, melhor a mentir, pois vejam lá que o senhor ministro tem os filhos no ensino privado. Afinal se o ensino público é recomendado por ele porque não dar o exemplo, isso é que era de Homem, mas falta-lhe qualquer coisa, falta-lhe t......

Que mundo imundo

Montanha de lixo no Líbano

A 48 Km a sul de Beirute, uma lixeira a céu aberto, conhecida por Montanha de Sídon, atrai pessoas à procura de sacos deitados no lixo que possam ser vendidos.
As autoridades de Sídon, a terceira maior cidade do Líbano, proíbem a entrada de pessoas na lixeira localizada perto de hospitais, escolas e zonas residenciais que são afectadas pelo mau cheiro. Todos os dias são descarregadas dezenas de toneladas de detritos domésticos no local, aumentando a altura da montanha que, frequentemente, resvala e cai no mar Mediterrâneo.

Retirado na íntegra da revista Sábado nº. 335 de 30 de Setembro de 2010