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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Fuga

RIA FORMOSA
                   
Ando fartíssima da confusão que há nesta localidade onde vivo, Sesimbra, é a Benidorm portuguesa, gente e mais gente, viaturas em todos os cantos e recantos, que dou por mim a desejar afastar-me quilómetros. Sesimbra é uma vila linda, tem um praia maravilhosa bastante segura, são sem dívida esses factores que levam os turistas a procura-la mas eu estou "pelos cabelos". Férias só em Setembro, quase no final do mês até lá procuro  estar na praia bem cedo, quando chegam os "praistas", principalmente as famílias com o "arsenal" ou seja com os chapéus de sol, os toldos, as marmitas com os pequenos almoços e almoços, as piscinas, bóias, braçadeiras e bolas insufláveis, e mais as vozes ruidosas e por vezes ordinárias, eu regresso.Tenho tido, apesar de tudo, oportunidades de ir até a algumas praias, que continuam praticamente desertas, e até Tróia, agora só por um dia, acampar como durante anos sucedia já não se faz, de manhã ficamos pela praia e depois almoçamos a bordo.  Mas preciso urgentemente de fugir desta multidão, de ir para um local onde repouse o corpo, a mente e principalmente o espírito, e o melhor local para isso acontecer é o que está nas fotos. Só lamento é que isso não passe de uma ilusão, uma fuga à realidade, conheço muito bem o local, já lá passei momentos maravilhosos mas neste momento não é possível ir até lá. Mas preciso mesmo de fugir.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Os pequenos(longos) momentos

 Um daqueles livros que nos fazem aproveitar todos os momentos para aprofundar a leitura, sempre na antecipação, de, em cada página, sermos surpreendidos, assombrados, fascinados, enfim, de viver todas as aventuras na ânsia de chegar ao fim desta deslumbrante história.
"O retrato sublime de uma das mulheres mais importantes da história peninsular e da história europeia do séc.: XVI."
"Isabel de Portugal considerada uma das mais belas mulheres do seu tempo, esposa de Carlos V o soberano mais poderoso de toda a cristandade. Amor à primeira vista que durou toda a vida em Sevilha"

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Viver

                              Meus olhos perdem-se no infinito azul
                              que me leva aos confins do mundo
                              sem deste nunca sair.
                              Navego numa aparente frágil nau
                              na tormenta, no encapelado
                              na bonança, na calmaria
                              de um silêncio abrupto
                              na visão dos abismos
                              dos fantasmas perdidos
                              vagando sem rumo
                              sem amarras, sem grilhetas
                              que já não me assombram.
                              Navego na fúria das ondas altaneiras
                              nas rajadas do vento inclemente
                              das intempéries da vida. 
                              Perco a bússola perco o leme
                              as velas esfarrapam-se
                              mas o casco é de aço.
                              Leva-me náufraga a porto seguro.
                             

domingo, 25 de junho de 2017

Porto de Abrigo e Marina-Sesimbra
Castelo-Sesimbra

Vila de Sesimbra




domingo, 18 de junho de 2017

Crime ou acidente natural

Neste momento Portugal está de luto. Um incêndio de enormes proporções lavra em Pedrogão Grande, distrito de Leiria, perfazendo até agora 57 vítimas mortais e mais de 50 feridos alguns com gravidade. 
Não se sabe se foi provocado por mão criminosa ou devido às altas temperaturas que se fazem sentir, na ordem dos 40 graus, e à trovoada seca que se desencadeou nessa zona.  Seja de uma maneira ou de outra é um flagelo que está a deixar a população em pânico. Diversas corporações de bombeiros do país e de Espanha  encontram-se a combater esse "monstro" que não dá tréguas. Que estes homens, heróis, consigam pôr-lhe fim.

domingo, 11 de junho de 2017

Dando continuidade


Depois de adquirir e ler "As Flores de Lótus" ao chegar ao fim do romance soube que tinha continuação no segundo romance: "O Pavilhão Púrpura", como de momento não era possível adquiri-lo fui requisitá-lo à biblioteca. Já o li e verifico que tem continuidade noutro romance, ainda não foi editado, que se chamará; "O Reino do Meio". Terei também de o ler pois só assim poderei saber como terminarão as fantásticas histórias de fantásticas personagens que José Rodrigues dos Santos nos fala nestes romances que são, repetindo-me: Fantásticos.

domingo, 4 de junho de 2017

O poeta amigo

Ontem, dia 3/6, fui assistir ao lançamento do livro de poesia de um amigo, António Almeida. É um pequeno livro, no seu formato, mas enorme no conteúdo, uma poesia que denuncia a alma sensível do poeta, o romântico e o filósofo que se mostra agora ao mundo, por ora esse mundo é limitado à comunidade onde se insere mas um dia irá mais além, porque ser poeta é ser alguém, é ir mais longe do que os outros vão, é ver mais longe do que os outros veem.Tenho a certeza que irá publicar muito em breve outro livro, pois pressinto que terá muitos mais poemas para mostrar, alguns já escritos outros que estará continuamente a compor em pensamento. O livro tem o título de: Realidades Sentidas, e de facto ele vive todas as realidades com o sentimento à flor da pele, com emoção e paixão. 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Apenas desabafo

Hoje tive, e tenho ainda, vontade de estar só, poder isolar-me da hipocrisia que me rodeia  ou dos seres hipócritas melhor dizendo, porque se não consigo mudar o comportamento tenho a alternativa de criar distância mas por vezes essa distância, que gostaria que fosse geográfica, não é possível então opto pelo distanciamento mental, estou lá sem estar, e estou a tornar-me perita, se calhar também isto é hipocrisia, também dissimulo mas creio que não sou porque ao refugiar-me no silêncio crio o distanciamento para me proteger quando em meu redor as conversas são tão fúteis, onde alguns se sentem "líderes" e "mártires", porque sabem tudo, têm resposta para tudo, quando a vida é ingrata só para eles, que nem merecem, só com eles é que tudo corre mal, mas continuam com o "rei na barriga", a olhar para o umbigo, sem sequer fazer um esforço para ouvir o conselho de alguém que lhes diz que têm de valorizar tudo de positivo, tudo de bom que a vida lhes proporciona e estarem gratos, qual que! Fazem de acontecimentos corriqueiros, banalíssimos, grandes dramas, quando não tragédias, e com requintes de "prima donna".
Por tudo isso começa a faltar-me a paciência e já não sinto que tenho de transmitir o que quer que seja a essas pessoas, vou deixando o silêncio instalar-se e usá-lo como meu aliado, desta forma protejo-me de tanto negativismo e contribuirá para que o distanciamento aconteça naturalmente, porque quando esses "líderes" e "mártires" deixam de ser escutados, apoiados e ovacionados procuram outros palcos, outra assistência que lhe lustre o ego. Por mim ficava grata porque esta de ser "boazinha" está gasta, cansei-me de "deitar pérolas a porcos". Esta necessidade premente de estar só talvez não seja muito saudável  mas não se preocupem, estou perfeitamente saudável, esta necessidade deve-se ao facto de há uns tempos a esta parte não ter tempo para ir até ao "casulo" de mim mesma, daí esta forma, talvez egoísta, de comentar os comportamentos dos outros. Tenho de fazer um retiro para voltar mais paciente e receptiva aos problemas e dor dos que fazem parte da minha pequena comunidade e até lá vou deixando o silêncio falar por mim, no silêncio não magoo nem sou magoada.

domingo, 14 de maio de 2017

Portugal no mundo


Portugal ontem, dia 13/5/ andou nas bocas do mundo. O Papa Francisco deslocou-se ao Santuário de Fátima, como peregrino, para canonizar Francisco e Jacinta Marto. O Benfica sagra-se tetracampeão e Salvador Sobral ganhou o Eurofestival da canção. Tivemos um dia histórico.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Ultimamente o tempo escasseia, não sei bem porquê, para ler mas lá consegui aproveitar uns intervalos entre uma actividade e outra para ler esta obra, que nos leva até Londres oculta, onde impera a corrupção e a degradação nos vários estratos sociais, onde alguém para sobreviver, literalmente, tem de deixar de ser identificado e reconhecido.


terça-feira, 4 de abril de 2017

Fim



 Para finalizar umas fotos de Ponta Delgada. Sendo a última uma escultura de S. Miguel o protetor e padroeiro da cidade.

Crónica da viagem - parte 4


Lagoa do Congro


Zona geotérmica

Termas - Caldeiras

Tanque termal de água quente 

Paisagem do miradouro de stª Iria


E finalmente, com muita pena minha, chegamos ao último dia, fomos à Lagoa do Congro, para mim um dos locais que mais gostei de visitar, pela sua beleza praticamente em estado selvagem, as raras intervenções humanas limitam-se aos degraus feitos com troncos de árvores, caídas naturalmente, para facilitar a descida e a subida para aquele magnífico espaço, são também utilizados para servirem de "passadeira" de modo a não molhar e enlamear os pés quando o terreno está molhado não só pela chuva como pelas cascatas que surgem por todo o lado. Também o acesso ao local  é feito por, praticamente, um caminho de cabras, há apenas uma discreta placa na estrada nacional que passa quase despercebida. Não me importava de passar uns dias ali, em contacto com, pode-se dizer, essa luxuriante beleza selvagem, como não iria acontecer voltamos à civilização e fomos até Caldeiras, às termas mas só por fora, contentamos-nos em ver as fumarolas e o grande tanque termal com a água quase ou em ebulição. Antes de chegarmos a Caldeiras entramos por um caminho rural onde um cartaz informava que estávamos a entrar numa zona geotérmica,  não é aconselhável permanecer durante muito tempo, só mesmo de passagem, onde se estuda o calor produzido pela Terra nas suas diferentes profundidades, esse estudo chama-se Geotermia, 44% da electricidade da ilha é aqui produzida. Passamos também pelas plantações do famoso chá dos Açores," Goreana" mas não paramos para o saborear e ver o fabrico. Fomos recompensados pela magnífica paisagem que se abarca do miradouro de S. Iria.









Crónica da viagem- Parte 3

Paisagem marítima


Ribeira Grande

Igreja - Rabo de Peixe

Porto de pesca - Rabo de Peixe
E continuando a viagem, neste dia foi para viajar junto ao oceano fomos à Ribeira Grande, o dia estava chuvoso e frio mas ainda assim a paisagem não nos deixou indiferentes. Ribeira Grande é uma bonita vila com um esplêndido miradouro, piscinas de água do mar, e um grande parque de merendas incluindo um bonito parque infantil. A seguir fomos a Rabo de Peixe, localidade piscatória, visitamos a igreja, que, como todas em S. Miguel, tem uma magnifica talha dourada, e visitamos o porto de pesca.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Crónica da viagem. Parte 2

Paisagem vista do topo da Lagoa do fogo


Lagoa do Fogo


Tanque de água termal no parque Terra Nostra


Parque Terra Nostra

Parque Terra Nostra


Caldeiras ou Fumarolas - Furnas


Poça da Dona Beija-Furnas

Lagoa das Furnas

Caldeira-Furnas

Panela apropriada para o cozido nas furnas ou caldeiras
No segundo dia da viagem fomos até à Lagoa do Fogo, cuja paisagem é de tirar a respiração, ficamos maravilhados com tanta beleza. Depois fomos às Furnas, primeiro ao parque Terra Nostra, parque que remonta a 1775 quando o cônsul dos EUA em S. Miguel, Thomas Hickling, construiu a sua residência de verão, conhecida por Yankee Hall. Em meados do séc. XIX este jardim que era apenas de dois hectares mas por iniciativa dos sucessivos proprietários experimentou notável desenvolvimento. Em 1848 adquirido pelo visconde da Praia foram criados os jardins de água e a plantação de alamedas e de canteiros de flores, a Yankee Hall foi substituída pela Casa do Parque. Em 1872 sofreu nova intervenção recorrendo a especialistas portugueses e ingleses com a construção do canal, das grutas, das avenidas de luxo, datam dessa época a plantação das árvores emblemáticas que foram importadas da América do Norte, Austrália, Nova Zelândia, China e África do Sul. Com a inauguração do hotel Terra Nostra nos anos trinta do século passado o parque é de novo ampliado por aquisição de terrenos, perfazendo 12,5 hectares de jardins e matas. Não perdemos a  oportunidade de ficarmos a relaxar dentro do tanque de água termal, muito férrea, com umas cascatas de água bem quente, estando portanto a água no tanque sempre quente. Também não perdemos mais um banho na Poça de Dona Beija, onde a água quente caindo em cascatas para uns tanques ou piscinas deixa-nos completamente relaxados, aqui a água já não é férrea. Foram momentos inesquecíveis. O almoço, como é suposto, foi o famoso cozido das furnas, aquele cozido nas crateras vulcânicas, comi apenas os legumes, não podia privar o companheiro dessa famosa iguaria, mas em compensação vinguei-me numa deliciosa tarte de maracujá e em duas cervejas açorianas, que são de beber e chorar por mais, e só foram duas porque depois a dificuldade para me levantar e caminhar fez-me ficar por aí, férias são férias, são para descontrair, mas ainda havia as caldeiras para visitar e fomos a pé pelas belas ruas da vila até às crateras de água em ebulição espalhando fumo com intenso cheiro a enxofre, mais tarde fomos à lagoa das Furnas, com mais caldeiras, algumas com lava a fervilhar, e aí vimos as panelas próprias usadas para fazer o cozido das Furnas, que são colocadas dentro das caldeiras. E assim chegou ao fim mais um dia, depois de um jantar leve, uma voltinha pela marginal de Ponta Delgada para beber um café e um booooo........m licor de maracujá, parece que estou a ficar viciada em maracujás, seriam preferível os frutos mas os doces e os licores eram mais apelativos.

terça-feira, 21 de março de 2017

Crónica da viagem. Parte 1

Lagoa das Sete Cidades

Lagoa das Sete Cidades e a vila com o mesmo nome

Paisagem do miradouro "Vistas do Rei"

Paisagem do miradouro "Vistas do Rei"

Paisagens marítima

Piscinas naturais


No texto anterior, onde o título é "Um dia irei", exprimia a vontade que tenho de viajar, ver e conhecer, alargar os horizontes, e para grande surpresa os filhos    proporcionaram-nos uma viagem maravilhosa. Fomos aos Açores e vim de lá    deslumbrada, quase que sinto tentada a voltar e ficar por lá. Tenho de dizer que fui apenas a S. Miguel, ainda falta conhecer as restantes oito ilhas, mas   ficava mesmo por ali. Foram quatro dias de verdadeiro deleite, ficamos num apartamento onde assim que lá entrei, senti que me identificava, descobri depois o gosto da proprietária na  literatura, na decoração, e no respeito pelas várias crenças através de vários objectos que se relacionam com elas. Este apartamento é apenas alugado entre amigos e conhecidos dos amigos . Com um carro alugado percorremos a ilha, que não é difícil, tem apenas 64,7 Kms de comprimento e 15 de largura, percorre-se num dia, no primeiro dia fizemos a volta até à lagoa das Sete Cidades e à vila com o mesmo nome onde almoçamos, aqui a carne bovina é valorizada e muito apreciada, quase toda a emente é baseada nela, tive de optar pelo cherne, do congelado, mas tinha com acompanhamento uma farta salada muito colorida. Nestes quatro dias, como o dinheiro não chegava para tudo fizemos algumas refeições no apartamento onde comi refeições vegetarianas, nos restaurantes comi peixe, pois o meu companheiro é assumidamente carnívoro, tive de respeitar as suas escolhas, num restaurante comi apenas os legumes e saladas. À tarde fizemos a viagem junto à costa, um dos lados da costa visto ser uma ilha, tem costa por todo o lado, para apreciar toda a beleza do Atlântico. À noite foi a voltinha na marginal de Ponta Delgada para comer um gelado de maça verde no Quiosque Tomé.                                                                                                                               

                                                                                                                                                                                                                                           

 

domingo, 5 de março de 2017

Um dia irei

Quando quero viajar e não sendo possível, por vezes, quase sempre, existem uma série de entraves que não permitem, descobri outra forma de o fazer, ligo a televisão, abro o canal 24Kitchen, vejo os programas do Raymond Blanc e ao mesmo tempo que vejo um grande chef a cozinhar, e vou aprendendo, viajo por locais maravilhosos que percorre para levar os seus conhecimentos, a sua arte, e aprender a fazer uso dos produtos desses locais. Quando viaja para França, principalmente para a Provence, e todas aquelas belas, maravilhosas, paisagens passam em frente dos meus olhos, sinto um apelo irresistível de viajar até lá e deslumbrar-me com elas ao vivo.
Ando há uns tempos a viajar em pensamentos, e recorrendo ao Google Earth visito muitos locais mas é apenas uma forma de me iludir, verdadeiramente, honestamente, sinceramente, gosto é mesmo de viajar  em corpo, mente e espirito, ou seja eu na integra, estar lá para ver, sentir a essência do espaço, o prazer de, nalguns locais, tocar, inalar aromas que em muitos locais são únicos. Acrescento que vejo os canais Odisseia, National Geography,TravelChannel,       assim muito sumariamente vou satisfazendo este desejo, quase obsessão, pelas viagens. Um dia, talvez muito próximo, irei, viajar, satisfazer o meu espírito nómada e curioso, sempre insatisfeito, sempre em busca, sempre a querer ir mais além do que o corpo permite, na verdade o que o dinheiro permite, porque o corpo esse quer mesmo ir, seja onde for! A vontade é ilimitada o que escasseia é mesmo o dinheiro, e quanto a esse vou aguardar que surja um tempo de "vacas gordas".  

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Silêncio !

          Fui ver!
          Filme que se vê em silêncio e deixa-nos em silêncio quando saímos da sala, faz-nos refectir sobre as crenças de cada povo e o respeito que deveríamos ter por elas. Cada um, à sua maneira, anda em busca do seu "deus", e, se possível, houvesse tolerância de uns para com os outros. Infelizmente as religiões são elas mesmas mentoras de ódios, violência e atrocidades em nome desse "deus" que tanto buscam e apregoam.
        

             

sábado, 21 de janeiro de 2017

Surpreendida ou assombrada?

Hoje fui ao cabeleireiro!
E então perguntam vocês, o que é que isso têm de invulgar?
Então vou explicar! Fui ao cabeleireiro porque precisava de cortar o cabelo, porque estava demasiado comprido, além de exigir determinados cuidados que eu não estava disposta a dar-lhe.
Quando me revesti de coragem e apelando à força interior lá fui, ao espaço que é para mim um antro de tortura, nunca gostei dos salões de cabeleireiro, não é dos cabeleireiros, a esses não tenho nenhuma aversão, o meu  só me vê uma vez, máximo duas, por ano, até o conheço desde menino e moço.
Depois de entrar fiquei a aguardar pela minha vez, e enquanto aguardava fiz uma visita à minha página do Facebook, e naturalmente, a curiosidade também ajuda, visitei a página inicial, e fiquei mesmo surpreendida ou assombrada, passo a explicar: Fiz uma vez ou duas uns testes na página Testename não dando significativa importância ao assunto mas hoje para passar o tempo fiz um por brincadeira: Quem fui numa vida passada?
E podem crer, tive a resposta para a minha fobia aos cabeleireiros, o detestar mexerem-me na cabeça e no cabelo, o teste informou-me que eu noutra vida fui Maria Antonieta, pausa para rir. Já ri! O riso é um pouquinho forçado porque posso acrescentar além de não gostar que me toquem na cabeça também não suporto cachecóis, lenços, écharpes, golas altas, resumindo: nada que envolva o pescoço e o aperte, e também há um pormenor deveras interessante, sempre tive a estranha perceção que tinha sido alguém importante e com poder mas esta nunca me passou pela cabeça ou melhor nunca a perdi por presunção.
O que se aprende num salão de cabeleireiro? Talvez agora com o conhecimento que adquiri possa tranquilamente apreciar os benefícios deste serviço.