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quinta-feira, 22 de junho de 2023

Contemplação




 Pela linda serra d'Arrábida comtemplei uma das paisagens que deixa em nós, ou em mim, um misto de recolhimento, deslumbramento e misticismo. Poderia ficar indiferente, pois são tantas as vezes que por lá passo, e conheço muito bem todos os seus recantos, mas não! é sempre como se fosse a primeira vez, despertando sempre as mesmas emoções. Sinto, como que, uma ligação especial, como se ali pertencesse. Talvez, noutra vida passada, tivesse sido um dos monges que por ali habitaram.

domingo, 11 de junho de 2023

 Ontem, dia 10, publiquei dois poemas, não são recentes, têm, provavelmente, mais de vinte anos, quando os escrevi os sentimentos neles expressos estavam de acordo com o meu estado de espírito, com as minhas crises existenciais. Publiquei-os de forma a eu própria ter noção do sofrimento que escondia de todos, afivelando uma máscara que pretendia passar a imagem de alguém bem resolvida com a vida. Vinte anos demorei a fazer a mudança, a reconstruir-me por dentro, com a finalidade de erradicar de mim o sofrimento provocado propositadamente pelos outros. Agora a poesia, a inspiração poética, fugiu de mim, é impossível tentar, e já tentei, escrever poesia sem dor. 

Perdeu-se um talento😄😄

sábado, 10 de junho de 2023

Solidão

 Quero ter a liberdade
de ficar ou de partir
de buscar a felicidade
onde ela possa existir

Quero cruzar os mares
nas asas do vento voar
poder respirar nos ares
  poder deixar de te amar

 Estando na praia deserta
  e a solidão por companhia
 terei a morte como certa
ao chorar de melancolia




 Dá-me um canto
um regaço
um ninho
para chorar
para me refugiar

Não sabes onde existe
o que te peço
Também buscas
sem encontrar

Passamos um pelo outro
a mendigar um canto
um regaço
um ninho

Sem ver 
que nos tínhamos um ao outro