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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Que falta de princípios

Ultimamente ouvimos falar muito da Maçonaria, que este, o outro e aqueloutro são maçons.
Na política nacional, entre denúncias, assumos e piadas, o tema está na ordem do dia, uns são maçons outros foram educados nos Jesuítas. Depois de ver e ouvir estes debates e discussões chego à conclusão que é um tema muito controverso e nunca ultrapassado.
Na obra de Umberto Eco (filósofo, medievalista, semiólogo), "O Cemitério de Praga", cujo enredo decorre durante o séc.XIX, os jesuítas tramam contra os maçons, e os maçons estrangulam padres e políticos religiosos,(de preferência católicos): "As perseguições aconteceram de facto por ordem de muitos governos e da Igreja Católica".
As descrições da Maçonaria, das suas ordens e rituais são deveras complexas e até assustadoras, caso sejam verdadeiras, e segundo os que a ela renegaram, descritos na obra, são verdadeiras. "Todas as personagens do romance existiram e fizeram aquilo que fizeram, exceto o protagonista que fez coisas que foram verdadeiramente feitas." "in"O Cemitério de Praga.

Nota-A origem da Maçonaria perde-se no tempo, segundo alguns historiadores poderá remontar ao Antigo Egipto; ao Templo de Salomão; ao Culto de Mitra; à Ordem dos Templários ou dos Rosa-Cruzes. Talvez oriunda de Inglaterra durante a Idade Média, nas corporações de pedreiros-livres (maçons) inicialmente de caráter católico. No séc.XVIII surge com caráter ideológico influenciada pelas ideias protestantes: Já não interessa construir grandes catedrais, mas edificar a grande catedral humana em honra do Supremo Arquiteto Universal. Extraído da Enciclopédia Portuguesa.

É vergonhosa e escandalosa a conduta dos nossos políticos, mas lamentavelmente não são originais, nem para isso têm mérito.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Há dias!

Há dias assim, este é um deles, estou que nem posso, com uma neura desgraçada. Até o computador está preguiçoso, não consigo aceder a nada. Bem o melhor é desligá-lo e depois ir tomar um "Angelicalm" para ver se durmo como os anjos. Bom noite.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

No dia 10 de Dezembro de 2011 assisti na Biblioteca Municipal de Sesimbra a um recital de prosa , inserido no centenário do nascimento de Alves Redol. Teve como consequência o desejo de voltar a ler algumas obras, que passados anos se tinham apagado da memória. Não o fiz de imediato, foi já no início de 2012 que voltei a ler "Os Gaibéus" e "Barranco de Cegos", fiquei deliciada, e sem surpresa apreciei-os ainda mais.






"Os Gaibéus" retrata uma gente, vinda da Beira Baixa e do Alto Ribatejo, para trabalhar na lezíria ribatejana, na ceifa do arroz. Toda a obra é marcada pelo sofrimento, sacrifício, submissão e revolta silenciosa dessa gente que nada possui exceto a esperança, a esperança de amealhar algum dinheiro para poder comer no inverno, quando voltassem às suas terras que pouco ou nada produzem nessa época do ano.





"Barranco de Cegos" descreve-nos uma personagem, real e bem atual, prepotente, ditadora e tirana, Diogo Relvas, que a tudo recorre para manter os outros sob o seu jugo, ainda que o faça julgando os seus métodos justos, nunca permitindo ser contrariado ou posto em causa, caso acontecesse, e aconteceu, exercia a sua supremacia sobre todos, incluindo a própria família, recorrendo à atrocidade.


Agora vou fazer a diligência de ler todas as outras obras.






domingo, 15 de janeiro de 2012

Balanço final

Durante duas semanas, depois do inicio do ano, andei a fazer o balanço do ano transato.
Fiz o inventário do que fiz, do que deixei por fazer, do que disse, do que deixei por dizer, onde fui, onde não fui, o que afastei, o que aproximei, o que revelei, o que ocultei.
O saldo depois de contabilizado foi positivo, com alguns dividendos, poucas despesas, muitos acréscimos ou receitas. Foi um ano sem realizações, mas de revelações, algumas inéditas, outras foram a confirmação do que sempre soube que possuía mas que negligenciava. E tudo valeu a pena. Citando Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena". Assim sendo quero ter a alma do tamanho do universo. Bem! Vá lá nada de exagerar, do tamanho do mundo chega. Que raio de ambição desmedida a minha.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Nascer do sol em Sesimbra

Contemplei hoje esta beleza. Foi um dos momentos especiais, de imensa paz.














domingo, 1 de janeiro de 2012

A poção













Hoje, estando no meu antro de mistérios, segredos, sortilégios e magias, misturava ervas, pós e outros ingredientes secretos num caldeirão, para criar uma poção que satisfizesse uma "encomenda" de um pecado mortal, a gula da família.

Misturei, mexi e remexi no caldeirão, quando, inesperadamente, comecei a chorar, a espirrar e a tossir, parei de misturar, mexer e remexer, e o que vi? Tinha criado uma mistela, uma poção explosiva, cujos ingredientes provocaram tais reações: Cebolas bem acres (algumas), pimenta preta em grão moída na altura, q.b, malaguetas, um punhado, pimentos (vermelho e verde), alguns, tomilho, oregãos e cravinho, umas pitadas, que bem triturados deixaram a maga (eu) bem zonza, mas proporcionaram uma deliciosa poção demoníaca, digo divina, para a primeira "encomenda", o primeiro manjar do ano.