| Muralismo em Sesimbra |
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domingo, 28 de junho de 2015
domingo, 21 de junho de 2015
Desapontamento
Hoje "saiu-me o tiro pela culatra", estou desapontada, desiludida, decepcionada, frustrada, estou a usar vários sinónimos para dizer mais popularmente que estou na merda, isto devido ao facto do dia que pretendia ou julgava ser um dia excecional se ter malogrado. Comemora-se hoje o Dia Internacional do Yoga e, julgava eu, santa ingenuidade, que iria participar desta comemoração deslocando-me até ao local onde decorreria, pois não foi assim. Para ir até lá, Lisboa, contava com a boleia do filho, mas caso este não quisesse ou não pudesse ir teria a boleia de uma colega praticante. Durante uma semana estive confiante que poderia contar com ele, dai ter recusado a boleia da colega, isto tudo porque não tenho transporte próprio, e aos Domingos ser complicado utilizar transportes públicos, e com a agravante de não saber exatamente o local. Com tudo organizado era só esperar pela hora combinada, mas a meio da noite o filho que chegou de uma "noitada" teve a gentileza de perguntar se eu estava interessada em ir, respondi-lhe que só iria se ele fosse como é lógico, e como não sou assim tão burra conclui que era ele, de facto, que não estava interessado, achei essa pergunta desnecessária. Claro que não acordou, nem naturalmente nem com despertador, e eu também não o acordei, pensei que se realmente quisesse ir tinha pedido para ser acordado na hora acordada. Para terminar, já era tarde para telefonar à colega, fiquei com uma "neura" que tive que ir para a rua e procurar recompensa em qualquer coisa e a primeira foi um pequeno almoço daqueles, se não à inglesa foi muito aproximado, comi tudo o que no momento me pudesse saciar e recompensar, foi portanto uma ingestão altamente calórica, não vou descrever o que consumi mas podem adivinhar.
Agora estou aqui ainda a remoer o assunto mas tenho de pensar positivo, pensar que "águas passadas não movem moinhos", que por "morrer uma andorinha não acaba a Primavera". Pensamentos que têm a finalidade de elevar-nos o ânimo, mas no momento o meu está em baixo, gostava imenso de lá ter estado, porque sem saber de nada pressinto que foi uma comemoração espetacular. Agora é esperar a do próximo ano e aprender a não esperar pelos outros (os humanos).
Agora estou aqui ainda a remoer o assunto mas tenho de pensar positivo, pensar que "águas passadas não movem moinhos", que por "morrer uma andorinha não acaba a Primavera". Pensamentos que têm a finalidade de elevar-nos o ânimo, mas no momento o meu está em baixo, gostava imenso de lá ter estado, porque sem saber de nada pressinto que foi uma comemoração espetacular. Agora é esperar a do próximo ano e aprender a não esperar pelos outros (os humanos).
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Momentos literários
"Foi como se houvesse nevoeiro dentro da vida, a entrar-me nos ossos, a cegar-me para o que não existe......"
"O estranho caso de Sebastião Moncada é um romance sobre a importância do acaso e das coincidências na vida humana e sobre a coragem necessária para enfrentar e viver as consequências de um grande amor."
"Ser livre é ser amante da ordem e escravo da lei."
domingo, 31 de maio de 2015
Depois
Que irás fazer amigo
do que sobrou de ti?
Alumiarei as mão de cinza
para que as vejam vazias.
E que irás fazer amigo
do deserto que te habita?
Plantarei uma hera
onde restam pedras nuas.
E depois, e depois, que farás ainda?
Farei perguntas sem resposta.
E quando te cansares de perguntar?
Dar-me-ei a ilusão de ter havido resposta.
E depois da ilusão amigo?
Virá a hora do silêncio
o repouso enfim.
do que sobrou de ti?
Alumiarei as mão de cinza
para que as vejam vazias.
E que irás fazer amigo
do deserto que te habita?
Plantarei uma hera
onde restam pedras nuas.
E depois, e depois, que farás ainda?
Farei perguntas sem resposta.
E quando te cansares de perguntar?
Dar-me-ei a ilusão de ter havido resposta.
E depois da ilusão amigo?
Virá a hora do silêncio
o repouso enfim.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
3 HOURS Relaxing Music "Evening Meditation"
Hoje, se fosse possível, teria ido até ao SPA, infelizmente não fui, seria óptimo uma massagem de pedras quentes para relaxar. Como não foi possível improvisei um SPA caseiro, acendi umas velas perfumadas, enchi a banheira de água quente e uns perfumados sais de lavanda, e ao som da música fui deslizando para o esquecimento, ou talvez fosse para o relaxamento, não interessa, na verdade esqueci por momentos os horrores deste mundo, estes horrores entram-nos pela porta adentro através de todos os meios de comunicação, que, parecendo propositado, repetem continuamente a informação, descrevendo ao pormenor a brutalidade, a maldade, que o ser humano é capaz, que, deste modo, de tanto ouvir, perde-se a capacidade de nos indignar e de sentir repulsa por tais actos, eu ainda me indigno e sinto repulsa, como tal decidi abster-me de ver toda a violência que domina o mundo, não vejo noticiários, não leio jornais, se calhar passo a ser uma ignorante, mas prefiro a ignorância à indiferença, ao encolher de ombros, que vejo em muita gente. É também devido a estes comportamento e reações que o mundo vai mesmo de mal a pior, são aqueles que dizem enquanto for com os outros está tudo bem, ou com o mal dos outros posso eu bem.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Crisálida
Hoje o dia não começou com bons augúrios, sinto-me inquieta, ansiosa, diria até que estou triste, estranhamente deu-me para chorar, e o mais estranho é que não sei porquê, talvez isto sejam coisas de "gajas", as mulheres têm estes momentos assim, choram sem saber porquê.
Na verdade, se me der ao trabalho de debruçar-me para o meu interior, lá para aquele local que no dia a dia ignoramos, pois temos mais que fazer, obterei resposta. Ultimamente devido a tantos afazeres deixei de ter tempo para me refugiar em mim, isto é voltar-me para mim própria, para o meu casulo e procurar nele lenimento para as inseguranças, incertezas, fragilidades e mágoas. Eu que tinha decidido ser feliz, estou a falhar, pensarão vocês, mas como podemos saborear a felicidade se não provarmos o seu oposto, por vezes temos de beber o veneno para procurar o antídoto, e parecendo uma conversa sem nexo, pois não descrevo seja o que for que me incomoda, estou apenas a filosofar, é o que gosto realmente de fazer.
Voltando ao presente, depois do que acima escrevi consegui apaziguar a minha alma atormentada, percebi realmente o que me deixava assim tão ansiosa, inquieta, é a ausência do silêncio, tenho estado envolvida em tantas atividades ruidosas, rodeada de muita gente naturalmente ruidosa, com noites em que o sono resolveu ir para outras paragens, que é perfeitamente justo que precise de silêncio, aquele silêncio, que como sabem, eu tanto preciso para me encontrar. Concluindo, ainda bem que tenho este blog, ao escrever estas breves linhas, este texto que talvez não tenha nenhum interesse para vocês, encontrei-me, por ora fico no casulo mas brevemente, no tempo devido, serei novamente uma borboleta.
"O silêncio é falar em segredo com a própria dor, e mantê-lo até se converter em voo, oração ou canto."
Alberto Masferrer
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