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segunda-feira, 23 de junho de 2014
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Recordar
"A saudade é o sitio para onde a alma teima em regressar". Já não sei de quem é esta frase, nem se está correta, mas é indiferente. Esta introdução serve para definir como hoje me sinto, é verdade com saudades, saudades do passado, que embora muitos acontecimentos nele vividos me tenham marcado negativamente, mas já resolvidos, outros houve que enquanto a memória não falhar terei grande prazer de recordar. O que originou este texto foi que por fração de segundo veio à minha memória uma pessoa que fez parte do meu passado, e da qual guardo boas recordações, chamava-se Irene Franco Quintal, conhecia-a porque era amiga dos meus pais, mas posteriormente, depois da morte do meu pai, aproximamo-nos mais, o que contribuiu para nos conhecermos melhor. Era uma sexagenária e eu uma jovem, o que não impediu que tivéssemos longas conversas bastante interessantes.
Foi uma mulher com "garra" uma mulher que quis mudar a sociedade, mudança essa que para ela passava pela politica, era anarquista, uma libertária que, apesar de nossa amiga, não se inibia de nos criticar pela forma como aceitávamos ser governados, e já estava instaurada a democracia, ou pensávamos que sim, já se tinha dado a famosa revolução dos cravos, pelo menos havia liberdade para reclamar e comentar as injustiças do governo, coisa que durante a ditadura só os audaciosos, corajosos, os que arriscavam a própria vida tinham coragem de fazer, ela foi uma delas. Nascida no seio de uma família operária começou bem cedo a viver todo esse fervilhar de inquietação que os pais levavam para casa, numa sociedade fortemente amordaçada pelo fascismo (salazarismo) onde o povo era sobrecarregado com demasiadas horas de trabalho e mal remuneradas, sem as mínimas condições dignas de um ser humano, tanto os trabalhadores rurais como os operários começaram a manifestarem-se, o que não agradava ao governo, originando denúncias, perseguições, e prisões de todos os que levantavam a voz contra essa opressão e tirania. Os pais de Irene eram partidários do Anarquismo, era ilegal, mas existia, portanto os seus membros eram perseguidos e levados para a prisão, o seu pai foi várias vezes preso. Irene casou em segundas núpcias com o famoso libertário Francisco Nóbrega Quintal Júnior e a sua ligação ao Anarquismo aumentou, pois esse homem desde muito jovem, quinze anos, tomou conhecimento do Anarquismo através de um panfleto de propaganda que o seu pai trouxera para casa, e foi ao longo de toda a sua vida um fervoroso defensor desta causa, e pela qual foi muitas vezes perseguido e preso. Quando conheci Irene já era viúva, mas quase se pode dizer que conhecia aquele homem pelas "histórias" que nos contava
As recordações vão surgindo, e muitas outras "histórias" foram vividas conjuntamente. Já com o meu companheiro, que tinha (tem) simpatia pelo Anarquismo, a amizade tornou-se mais intima partilhando almoços na sede em Lisboa, onde aprendíamos tudo o que estivesse relacionado com o Anarquismo, os almoços na casa da minha mãe, as viagens para minha terra para participar dos casamentos dos meus familiares, os piqueniques onde havia sempre uma palestra ou debate com um grupo de anarquistas.
Gostava verdadeiramente de a ouvir contar de quando viveu em Moçambique, país que adorava, e do qual falava exprimindo a saudade, gostava quando falava nas viagens de machimbombo, dos amigos que por lá tinha deixado, muitos deles não voltaria a ver.
Embora tivesse enteados, filhos do segundo marido, vivia sozinha em Lisboa, por vezes ainda íamos até lá, para ela, devido à idade, tornou-se problemático deslocar-se a Sesimbra, o contato passou a exclusivamente telefónico, um dia não atendeu, no outro também não, e mais dias assim o telefone mudo, a Irene não atendia e não atendeu nunca mais.
Foi uma mulher com "garra" uma mulher que quis mudar a sociedade, mudança essa que para ela passava pela politica, era anarquista, uma libertária que, apesar de nossa amiga, não se inibia de nos criticar pela forma como aceitávamos ser governados, e já estava instaurada a democracia, ou pensávamos que sim, já se tinha dado a famosa revolução dos cravos, pelo menos havia liberdade para reclamar e comentar as injustiças do governo, coisa que durante a ditadura só os audaciosos, corajosos, os que arriscavam a própria vida tinham coragem de fazer, ela foi uma delas. Nascida no seio de uma família operária começou bem cedo a viver todo esse fervilhar de inquietação que os pais levavam para casa, numa sociedade fortemente amordaçada pelo fascismo (salazarismo) onde o povo era sobrecarregado com demasiadas horas de trabalho e mal remuneradas, sem as mínimas condições dignas de um ser humano, tanto os trabalhadores rurais como os operários começaram a manifestarem-se, o que não agradava ao governo, originando denúncias, perseguições, e prisões de todos os que levantavam a voz contra essa opressão e tirania. Os pais de Irene eram partidários do Anarquismo, era ilegal, mas existia, portanto os seus membros eram perseguidos e levados para a prisão, o seu pai foi várias vezes preso. Irene casou em segundas núpcias com o famoso libertário Francisco Nóbrega Quintal Júnior e a sua ligação ao Anarquismo aumentou, pois esse homem desde muito jovem, quinze anos, tomou conhecimento do Anarquismo através de um panfleto de propaganda que o seu pai trouxera para casa, e foi ao longo de toda a sua vida um fervoroso defensor desta causa, e pela qual foi muitas vezes perseguido e preso. Quando conheci Irene já era viúva, mas quase se pode dizer que conhecia aquele homem pelas "histórias" que nos contava
As recordações vão surgindo, e muitas outras "histórias" foram vividas conjuntamente. Já com o meu companheiro, que tinha (tem) simpatia pelo Anarquismo, a amizade tornou-se mais intima partilhando almoços na sede em Lisboa, onde aprendíamos tudo o que estivesse relacionado com o Anarquismo, os almoços na casa da minha mãe, as viagens para minha terra para participar dos casamentos dos meus familiares, os piqueniques onde havia sempre uma palestra ou debate com um grupo de anarquistas.
Gostava verdadeiramente de a ouvir contar de quando viveu em Moçambique, país que adorava, e do qual falava exprimindo a saudade, gostava quando falava nas viagens de machimbombo, dos amigos que por lá tinha deixado, muitos deles não voltaria a ver.
Embora tivesse enteados, filhos do segundo marido, vivia sozinha em Lisboa, por vezes ainda íamos até lá, para ela, devido à idade, tornou-se problemático deslocar-se a Sesimbra, o contato passou a exclusivamente telefónico, um dia não atendeu, no outro também não, e mais dias assim o telefone mudo, a Irene não atendia e não atendeu nunca mais.
terça-feira, 10 de junho de 2014
Dia de Portugal
Caminhando pela praia, ainda de madrugada, neste dia, Dia de Portugal, com os pés na água lembrei-me de invocar as Ondinas afim de protegerem este país que infelizmente tanto precisa, e se a proteção das Ondinas não for suficiente peço aos Gnomos, às Salamandras e aos Silfos, que são todos eles os elementais da natureza, sendo as Ondinas o elemento água, os Gnomos o elemento terra, as Salamandras o elemento fogo e os Silfos o elemento ar para protegerem Portugal. Como estes pedidos devem ser feitos apenas para coisas grandiosas e dignas pareceu-me que foi apropriado. Portugal merece ser, é, grandioso e digno.
domingo, 25 de maio de 2014
Fim de semana
Fim de semana inesquecível! Na manhã de sábado o grupo de praticantes de yoga fez uma caminhada pela zona do cabo Espichel, mais concretamente na zona do Chã dos Navegantes. Inicialmente começamos com uma prática de yoga, depois começamos a caminhar, e o percurso não foi muito fácil de percorrer, pois o piso constituído por calhaus rolados dificultava a descida, que em certos locais é preciso ter atenção onde se colocam os pés, não vamos ter a surpresa de descer mais rápido do que seria desejável. Esta descida levou-nos até ao forte da Baralha, construído no séc. XVII, e que se encontra em ruínas, mas de onde se avista uma paisagem espetacular.
Fazia parte do grupo um biólogo que amavelmente se ofereceu para nos dar informação sobre a flora existente no local, que passa pelo alecrim, rosmaninho, zimbro, chicória, tomilho. orégãos, madressilva, zambujeiro, e outras tantas que agora já se varreram da memória.
Quando a caminhada terminou era hora de almoçar, e num piquenique houve um almoço vegetariano, eu despedi-me e regressei a casa mais cedo. Espero que momentos deste se repitam mais vezes, porque já tivemos outros bem agradáveis, como fazer uma observação e reconhecimento de aves em zonas lindíssimas, e também observar e identificar astros, numa destas observações o céu estava esplendoroso.
Hoje o almoço, que é habitual fazer com o pessoal que fez anteriormente a caminhada a Fátima, foi bastante agradável, cada um leva uma entrada ou uma sobremesa, e claro que isso significa imensas entradas e sobremesas, para além dos pratos principais, o que acabou por proporcionar também o jantar.
Fazia parte do grupo um biólogo que amavelmente se ofereceu para nos dar informação sobre a flora existente no local, que passa pelo alecrim, rosmaninho, zimbro, chicória, tomilho. orégãos, madressilva, zambujeiro, e outras tantas que agora já se varreram da memória.
Quando a caminhada terminou era hora de almoçar, e num piquenique houve um almoço vegetariano, eu despedi-me e regressei a casa mais cedo. Espero que momentos deste se repitam mais vezes, porque já tivemos outros bem agradáveis, como fazer uma observação e reconhecimento de aves em zonas lindíssimas, e também observar e identificar astros, numa destas observações o céu estava esplendoroso.
Hoje o almoço, que é habitual fazer com o pessoal que fez anteriormente a caminhada a Fátima, foi bastante agradável, cada um leva uma entrada ou uma sobremesa, e claro que isso significa imensas entradas e sobremesas, para além dos pratos principais, o que acabou por proporcionar também o jantar.
terça-feira, 20 de maio de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
Arte
Na bonita vila de Alcanena, concelho de Santarém, as árvores foram "floridas" com lindas flores feitas em croché.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
No Caminho
Na caminhada para Fátima, o grupo num momento de repouso ( só alguns elementos), uma parte do percurso juntamente com os "Caminhos de Santiago", e a Virgem Maria num recanto do jardim das "irmãs" onde pernoitamos. Regressei no Domingo não fiquei para as cerimónias de hoje dia 12 e de amanhã dia 13.
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