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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
“ A epopeia, a guerra, dos grupos de resistência que, durante a Segunda Guerra Mundial, travaram combates de vanguarda, e lutaram frequentemente nas duas frentes, pela conquista de uma pátria, de uma dignidade e de uma identidade que lhes eram negadas. Russos, Polacos e Judeus encontraram na resistência uma forma dramática de se resgatarem, afirmando-se como gente livre.”
domingo, 9 de janeiro de 2022
sábado, 1 de janeiro de 2022
domingo, 19 de dezembro de 2021
sábado, 4 de dezembro de 2021
Fugas
Para escapar, fugir, ao que se passa ao meu redor, desde conflitos globais, guerras, pandemias, êxodos, aos conflitos familiares, às guerras que se desencadeiam no seio da família, e para as quais estou muito mal armada, as tentativas de harmonizar os elementos da família estão a fracassar, assim como manter a paz, pois esta está literalmente a ignorar a minha existência, portanto ao não falar não existo. Para recompensar-me desta relegação procuro nos livros algo que de alguma forma ainda me faça sonhar, não falo de romances de cordel mas de romances em que o amor apesar de todas as vicissitudes ainda é o maior sentimento que aproxima os seres humanos uns dos outros.
Escolhi estes dois livros, o primeiro porque um romance histórico é de facto um dos meus preferidos, o segundo: porque ler Saramago é, para mim, o expoente máximo da literatura, e que pelas suas obras até sou capaz de perder horas de sono.
Passo a citar o que é realmente importante: refugiando-me na leitura fico incomunicável, assim ninguém me chateia nem perco tempo a preocupar-me com a estupidez dos que me rodeiam, estou no meu mundo, no meu casulo, na minha gruta. Vou só aqui falar do "Levantado do Chão", obra genial, porque na medida que a fui lendo fui vendo, através dos olhos da imaginação, as histórias de um povo sofredor, amordaçado, sem esperança num futuro mais risonho, os "escravos da terra", aqueles que trabalhavam nos grandes latifúndios. Emocionei-me com esta leitura pois toda ela conta, de alguma forma, a história da minha família materna, a minha mãe foi uma dessas "escravas da terra" e até os locais onde as acções decorrem existem de facto, são bem reais, e onde a minha mãe trabalhou para os grandes senhores da terra, nos campos de arroz, nas searas, nos olivais, na plantação de sobreiros, pinheiros, eucaliptos. Os dolorosos horários de trabalho, de sol a sol, a péssima nutrição, o pouco descanso e os ordenados miseráveis tudo contribuíram para que fosse um povo triste. Ouvi imensas vezes estas histórias contadas na primeira pessoa: a minha mãe. Para concluir quis ler algo que me fizesse sonhar e acabei por ter entre as mãos duas obras que relatam na perfeição a triste condição humana. Talvez vá começar a ler romances cor de rosa. Não sei se 😢ou 😄.
sábado, 13 de novembro de 2021
Todos os momentos que tinha disponíveis foram aproveitados para ler estas obras, que não são fáceis de ler, não pelo facto de ser uma escrita complexa e muito erudita mas porque todo o conteúdo das obras faz-nos imaginar, e quase sentir, o sofrimento e horror vividos nos campos de concentração pelos que para ali eram conduzidos. O primeiro baseia-se na história verdadeira de Lale Sokolov, o tatuador, o segundo conta-nos a história de Cilka por quem Lale Sokolov se apaixonou quando a tatuava com o nº. de prisioneira em Auschwitz - Birkenau. Duas obras de homenagem à coragem e à resiliência.
domingo, 7 de novembro de 2021
A história de vida de José Pedro Celestino Velho e dos seus descendentes tanto notáveis como desconhecidos no Império Russo-Soviético. Dá-nos a conhecer o cruzamento entre povos nas suas relações comerciais, militares, na religião, na política e nos usos e costumes. José Pedro Celestino Velho era do Porto e foi nomeado cônsul -geral da Nação em São Petersburgo capital do Reino da Moscóvia (como na época era conhecida a Rússia) no século 18, aí se fixa com a família e dedica-se à comercialização do vinho do Porto, muito apreciado pelos russos. É uma história fascinante, que merece ser lida por quem aprecia as obras de José Milhazes, o grande especialista português sobre a Rússia.
A história de José Pedro Celestino Velho e dos seus descendentes dá razão a uma das afirmações de Fernando Pessoa: "O povo português é, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre tudo".
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