Efetivamente estive em Espanha, como já é usual as férias foram novamente no país dos "nuestros hermanos". Desta vez fomos até Loret de Mar, uma pequena cidade como não poderia deixar de ser se situa na costa do Mediterrâneo, o que seria fazer férias sem praia? Lá voltamos a fazer Kms, atravessamos a Península Ibérica toda, partimos de Sesimbra até Saragoça onde pernoitamos, seguindo daí para Loret de Mar. É uma viagem um pouco cansativa, chegamos a Saragoça quase ao final do dia, o pouco que vi resume-se à Catedral e à praça onde toda a gente se concentra para, além da Catedral, ver artistas de rua, e para jantar nos restaurantes, pizarias, hamburguerias, etc. De manhã, depois do pequeno almoço no hotel, seguimos para um dos locais mais belos, a serra de Montserrat, o almoço decorreu num magnífico restaurante com uma espectacular paisagem aos nossos pés. Seguimos depois para o destino final. Claro que chegamos à noite e só se pensa num banho, jantar e cama há lá paciência para sair e "curtir" a noite. Vou resumir o assunto dizendo que a praia era pouco agradável, tinha um desnível bastante acentuado na beira do mar que dificultava imenso a subida e a areia, quase pedrinhas, não facilitava, ao entrar na água era preciso muito cuidado, de repente ficávamos sem pé, para mim, que sou uma nadadora medíocre, tinha sempre receio, outras vezes eram ondas violentas que não permitiam entrar no mar, portanto, sinceramente, tive saudades da praia de Sesimbra. A alternativa era fazer grandes caminhadas, quer pela marginal quer pela cidade ou arredores. Caminhar pela cidade é movimentar-me numa zona que me deixa desconfortável, não pelo facto de andar pelas ruas mas ao facto de haver multidões, nunca vi tantos ucranianos, bósnios, sérvios, croatas, alemães, franceses, japoneses, chineses e indianos, gosto desta mistura de povos, o desconforto advém de se tornarem multidões, e como sabem ainda não ultrapassei esta fobia. Com o autocarro ao nosso dispor demos um "pulinho a Girona, cidade lindíssima, onde uma simpática guia nos elucidou sobre a história da cidade. Tive quase tentada a apanhar um "expresso" até França, era já ali, a uma hora de caminho. Noutro dia foi a vez de Barcelona, eu que apenas conhecia o percurso entre o aeroporto e porto de embarque e dizia que adorava visitá-la, pois foi mesmo visitada, num "tour" a única paragem foi na "Sagrada Família" e mesmo assim com o tempo muito condicionado, foi impossível entrar. Tenho de lá voltar para a apreciar condignamente. Fizemos ainda a visita à cidade olímpica, ao parque de Montjuic e ao "Pueblo Espanhol". Visitamos Tossa de Mar, uma cidade que se expandiu a partir da cidade medieval, que foi quase na totalidade recuperada, existem ainda vestígios romanos postos a descoberto quando da construção de um imóvel. Para chegarmos a esta cidade fizemos o percurso pela serra Brava com cento e tal curvas, já não me recordo, que deixa a cabeça a andar à roda mas ainda assim não me impediu de ver as magníficas paisagens paradisíacas ao longo do percurso. Foram umas férias agradáveis, bons hotéis, a comida se não era muito apelativa também não era desagradável, sobre os companheiros de viagem poderia dizer que havia os que gostavam de ser o centro de atenções, tornando-se por vezes inoportunos e ridículos, aos que passavam quase despercebidos, eram discretíssimos, alguns intelectuais de "meia tijela", e alguns verdadeiros conhecedores e apreciadores do que nos foi dado ver. O regresso é sempre massacrante, vamos sempre a Madrid, onde pernoitamos e de manhã fez-se o "tour" da praxe, claro que desta vez nem se saiu do autocarro, só querem chegar, a maioria, ao Xanandú, o grande Centro Comercial à saída de Madrid. E assim termina mais uma volta, mais uma viagem
Os sonhos sonhados os sonhos ambicionados Não aconteceram! Terminaram antes de começar. Depois acordar e recomeçar. Sempre! tantas vezes e voltar a sonhar e nada acontecer! Alguém disse: " O sonho comanda a vida" Os meus envenenaram a minha. Tantos sonhos sonhados e todos falhados Agora estou em paz com a vida. Bastou deixar de sonhar!
Três romances que ocuparam todos os meus tempos livres. Posso dizer, com toda a certeza, que passaram a ser uns dos meus preferidos. O primeiro requisitei-o na biblioteca mas os outros dois comprei-os na feira do livro, pois é! não resisto mesmo a investir uns miseráveis euros neste vício, e agora viciei-me nos romances de Rodrigo Guedes de Carvalho.
terça-feira, 21 de agosto de 2018
Acreditei! Palavra poderosa para mudar o mundo. acreditei nos outros acreditei em ti! os outros falharam pouco me importei Mas tu! tu foste a desilusão a dor, a desconfiança, a traição Mas, mea culpa! porque acreditei! Tive de perdoar-te para me libertar.
Tem sido difícil arranjar tempo para ler, tantas solicitações, tantas ocupações, e tanta perda de tempo. Ultimamente dou por mim a retroceder no processo que impôs a mim mesma, criar distanciamento de certas pessoas, queria distanciamento físico mas isso não é possível, que estão a tentar sugar as minhas energias para se alimentarem. Toda a semana surgiram conflitos fazendo de mim mediadora, tento ser justa, tento ver ambos os lados da questão mas torna-se impossível alguém sai sempre magoado, isto de agradar aos gregos e aos troianos deixa-nos de rastos, tentar ser neutra, não me envolver ainda é pior, é porque eu sou insensível, indiferente, não me preocupo com os outros, como se eu tivesse o dom de acalmar tempestades. Vem um e diz que o outro o magoou, vem o outro e vice-versa, tento falar com a máxima cautela, não vá ferir susceptibilidades, e ainda sou acusada de não tomar partido, de não acusar frontalmente qualquer um. Não quero ser juíza de ninguém porque cada um tem as suas razões, cada um fala da justiça a que tem direito, quem sou eu para julgar. Isto tudo, alonguei-me no texto, para dizer que assim que tenho um pouco de tempo para mim mergulho nos livros, retorno ao meu mundo, ao mundo mágico das letras e aí acalmo as tempestades que deixam em mim. Os últimos são estes dois, magníficos.
"Não é a força da gravidade que mantém o universo em equilíbrio, mas a força da atracção do amor." Um dos romances mais pessoais da autora cujo tema é bastante actual: A realidade da migração.
Este é o primeiro livro que li do escritor Cabo Verdiano. Ironicamente comecei pelo último publicado em Portugal, foi retirado arbitrariamente da prateleira da estante da biblioteca, não conhecia o autor mas depois de lido conclui que é um belíssimo romance, o que é um incentivo para ler as restantes obras.
E para finalizar mais umas fotos . informe que as crónicas não estão por ordem, primeiro atracamos em Livorno e só depois Villefranche, o computador decidiu, e eu para não ter trabalho a repor tudo deixei exactamente como estava, ele, o computador, lá tem as suas razões.