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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Trágica repetição

Mais uma vez! Outro terramoto abalou o Chile.
Perante estes factos sentimo-nos completamente impotentes, a natureza manifestamente impõe-se.
Não sou supersticiosa. Bem! Talvez seja um pouco, não gosto é de admitir. Acredito que nada acontece por acaso, acredito na "lei do retorno", no "verso da medalha". É melhor parar, senão o assunto daria "pano para mangas".
Dizia que não sou supersticiosa, tento não deixar-me influenciar por desígnios, mas há em mim um lado irracional, uma intuição, que não permite que seja completamente céptica perante estes factos. Isto é a minha luta diária, procurar o equilíbrio entre a Razão e o Coração, ando sempre dividida entre os dois.
Vou deixar falar o Coração, sendo portanto obrigada a mencionar determinadas profecias, começando pela Bíblia; O Livro do Apocalipse (os sete selos, os sete anjos e as sete trombetas);
As profecias de Nostrodamus, de Bandarra e indo mais longe; o calendário Maia, cujo povo previa o fim do mundo para o ano de 2012. Será?
Com tudo o que está a acontecer já tenho dúvidas se uma mudança não tenha que ocorrer, são demasiadas coincidências para serem levadas de animo leve ou ignoradas.
Os fenómenos "apocalípticos" não são apenas naturais, são percursores de um cortejo de fenómenos sociais que foram profetizados.
A realidade está aí, brutal! Acreditando ou não, somos obrigados a ver, a ponderar e a interpretar o porquê destes acontecimentos, cada um à sua maneira, segundo as suas crenças poderá ser um fim ou um recomeço?

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Tragédia na Madeira


Mais um fenómeno natural a espalhar dor, sofrimento e destruição. Desta vez na Madeira, na nossa "pérola do Atlântico" a tragédia chegou pela força da água, que tudo levou na sua fúria.
Tentamos por diversos meios "domesticar" a natureza, mas perante este cenário "dantesco" temos de admitir que ainda a não dominamos como pretendemos, ou melhor, não a respeitamos devidamente de forma a que estas manifestações não nos afectassem de forma tão violenta, mesma trágica.
Assim como foi para o povo haitiano, também para os madeirenses a natureza não se compadeceu. Vamos ser solidários, ajudar cada um à sua maneira. Por muito pouco que seja, o pouco junta-se a outro pouco, acabando por fazer muito. Vamos ajudar os nossos irmãos, ainda que hajam dores que nenhum bem material poderá anular ou aliviar, há outras carências que com a nossa ajuda podem ser sanadas, ou minimizadas.

"A experiência da desgraça ensinou-me a socorrer os desgraçados."
Oscar Wilde



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

"Jangada de Pedra" a caminho do Haiti


Comprei uma "jangada" para juntar a milhares de "jangadas", que navegarão num oceano de solidariedade, rumo ao Haiti, para que carregadas de esperança possam transformarem-se em comida, habitações, escolas, hospitais, etc.
Que a palavra solidariedade não seja vã, ofereçam também as vossas "jangadas", sejam elas quais forem, afim de auxiliar o povo do Haiti a sair do "inferno" que a natureza e a negligência humana lhe proporcionou.

"Fazei aos outros o que quereis que vos façam a vós"
Jesus Cristo

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Invictus

Sou uma fã acérrima de cinema. Não me contento com o cinema caseiro, aquele vídeo que se vai buscar ao clube, leva-se para casa, sentamos-nos muito confortavelmente no sofá e deliciamos-nos com o filme escolhido, para mim é muito limitado, embora por vezes seja agradável. Gosto do movimento que se gera no átrio dos cinemas, de ouvir os comentários de quem vai entrar e os de quem vêm a sair e principalmente gosto da sala onde o filme é projectado. Tentando analisar esse gosto não chego a nenhuma conclusão, gosto simplesmente porque gosto.

Isto para dizer que o último filme que vi foi o "Invictus". É um filme admirável, Morgan Freeman faz uma interpretação extraordinária de Nelson Mandela, conseguindo demonstrar a sua sensibilidade, integridade e força moral, por momentos quase nos esquecemos que é um actor a dar vida à personagem.

Também o actor Matt Damon, no papel de François Piennar (capitão da selecção sul-africana de râguebi), é magnifico.

Uma das caracteristicas da personalidade de Nelson Mandela é a sua enorme capacidade de perdoar e também a coragem para criar e unir um país (do arco-irís).

Aconselho (não inventem desculpas para não o fazer) a ver este filme, aprendam uma lição de humanismo.

"Invictus" = Invencível

domingo, 24 de janeiro de 2010

Voltando a falar de pecados capitais



Num tema anterior, pecados capitais, quero fazer uma correcção, quando digo que os considero falta de carácter e de princípios, exagerei, não sou extremista, moralista, nem puritana para me permitir julgar os outros, nem fazer juízos de valor. É verdade que os sete pecados capitais fazem parte da moral instituída e não só da moral religiosa, a sociedade também nos "aponta o dedo", mas em contrapartida aceita outros que os contrariam na totalidade. A vaidade, a inveja, a ira, a preguiça, a avareza, a gula e a luxúria, se bem doseados, são pecados menores. Incorremos em falta, isso sim, quando nos deixamos dominar por qualquer um deles, quando nos tornamos seus prisioneiros. É claro que todos nós os cometemos, em maior ou menor proporção.
Começo pela vaidade, quem não é um pouco vaidosa, sem ser narcisista? Pois é! um pouco de vaidade faz bem, eleva-nos a auto-estima. Termos vaidade em sermos quem somos e naquilo que fazemos. É tão bom gostarmos de nós.
A inveja, esta tem a capacidade perversa de fazer sentir o invejoso uma pessoa amarga e infeliz, mas caramba! quem nunca invejou o alheio. O negativismo da inveja está no facto de não se conseguir convertê-la em algo positivo, de tentar também nós alcançar o nosso "lugar ao sol" em vez de nos "roermos de inveja".
A ira, quem nunca a sentiu não sabe o enorme prazer que se sente ao nos reconciliarmos com aqueles que nos provocam a ira. Temos o direito de defender os nossos argumentos, claro que sem usar a
violência, tanto física como verbal, mas irra! há pessoas que nos tiram do sério, por vezes é preciso levantar a voz.
A seguinte, ai! que cansaço! Se o trabalho dignifica o Homem eu quero ser bicho. A preguiça, quem nunca quis ficar na cama um pouco mais, em vez de correr para o local de trabalho, quem nunca lhe apeteceu não "mexer uma palha" "que atire a primeira pedra.
Ser altruísta, querer ajudar os outros, tirar a camisa do corpo para vestir o outro, é dignificante, faz de nós seres superiores, mas temos de saber quais os limites, esquecermo-nos de manifestar os nossos desejos e vontades não faz de nós "santos". Por isso um pouco de avareza é bom, aquela "dose" que permite manter o respeito por nós próprios.
Que bom, este é o mais delicioso, mas cuidado é preciso resistir à gula ou pelo menos moderá-la, se não o fizermos sofremos as consequências, a saúde a deteriorar-se, a auto-estima a baixar, "curvas" onde não deveriam estar, "pneus" que não deveriam existir.
Por último a luxúria, esta tão "excomungada", pois é, a moral cristã fez do sexo um acto vergonhoso, o prazer foi completamente erradicado, passando a ser conectado a luxúria.
Sempre me intrigou a contradição que a igreja faz à palavra de Deus. No princípio Deus disse: " Crescei e multiplicai-vos". Será que este multiplicar não era feito pelo sexo? Se era, parte-se do princípio que era exactamente igual ao actual, salvo as novas opções. Ora para se fazer "amor" é necessário sentir desejo e sentir prazer, pois se isso não acontece quem é que quer fazer "amor". Deus não deve de ter separado as coisas, a multiplicação da espécie, o desejo e o prazer. Ainda bem que nós já o fazemos, ufa!
Afinal cometer uns "pecadilhos" é bom e recomendo. E nada de sentimento de culpa.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Pecados Capitais

(inveja)


Dos pecados capitais, considero-os falta de carácter e de princípios, considerados os mais ignóbeis, há dois que eu tenho plena consciência que não cometi; a avareza e a inveja, mas assumo a "mea culpa", eu pobre pecadora invejo, juro que é a verdade mais nua, nunca invejei nada nem ninguém e dou por mim a invejar o meu professor de Yoga. Está a viajar pela Índia, e pelos Himalaias, encontrou-se ou irá encontrar-se com o Dalai-lama, homem que eu admiro profundamente, e gostaria igualmente de encontrar.

É um sentimento mesquinho, mas pronto, "quem nunca pecou que atire a primeira pedra" quem é que não gostaria de fazer o mesmo? Portanto é uma inveja muitíssimo natural, sem "corantes" nem "conservantes", isto é, não tem maldade, rancor ou ressentimento, conceitos que habitualmente fazem parceria com a inveja. Não queria estar no seu lugar, gostaria sim de o acompanhar.
Desejo-lhe do coração que faça a "viagem" inesquecível, daquelas que nos "marcam".
Que volte mais enriquecido de sabedoria, para a poder partilhar connosco, os seus alunos.

domingo, 3 de janeiro de 2010

espaço de devoção




Entre Reguengos de Monsaraz e Monsaraz, num montado, encontrei esta original capela, que pelo aspeto é muito bem cuidada pelos que prestam devoção à Virgem Maria.